Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 02/06/2021

“O Renascimento do Parto” é um documentário original da Netflix, que retrata a violência obstrética que diversas mulheres sofrem no momento do nascimento de seus filhos. Por conseguinte, relata os efeitos com as quais essas práticas invasivas são desempenhadas. Nesse prisma, aspectos como os desafios para promover o parto humanizado no Brasil e o despreparo dos profissionais de saúde devem ser debatidos para que haja a mitigação deste problema intríseco.

Inicialmente,  a humanização do parto surgiu em 1980, como resposta à violência vivida pelas mulheres no auge das cesarianas eletivas. Tendo assim, uma visão ampla de que a mulher está no controle de como deseja ser submetida a tal processo. A falta de informação  ainda sobre esse procedimento, sugere o uso de partos cirúrgicos que ocasionam riscos desnecessários para o bebê e para a mãe.

Outrossim, o despreparo dos profissionais de saúde sobre este procedimento não cirúrgico é recorrente, principalmente através do Sistema Único de Saúde (SUS) que colabora para a padronização das cesarianas, a prática de episiotomia e a manobra de Kristeller, que consiste em pressionar a parte do útero para facilitar a saída do bebê. A mecanização do parto corrobora por um ato mais agressivo, pelo fato de serem mais rápidos e práticos.

A fim de atenuar este fato, para solucionar este cenário, urge a necessidade de mudanças. Portanto, o Ministério da Saúde em parceria com as mídias, principal veículo formador de opinião, formular campanhas repletas de informações, panfletos e instruções para serem distribuídos em postos de sáude e hospitais. Ademais, o Ministério de Saúde junto com o Conselho Federal de Medicina (CFM), criar programas de cursos para profissionais da saúde se inteirar da nova prática de parto humanizado. Dessa forma, evitando novos relatos de parturientes que sofreram no parto, como é relatado no documentário " O Renascimento do Parto".