Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 29/06/2021
Segundo a constituição brasileira feita em 1988, todos temos direito a uma vida de qualidade desde a hora do nosso nascimento, porém, esse direito vem sendo negado em pró do lucro e da vaidade de médicos em uma automatização que no geral acontece para tornar o parto, além, de um espetáculo da equipe médica um produto extremamente caro para o comércio da saúde. No SUS (Sistemas Universal de Saúde) mesmo, a cada parto natural feito é pago R$ 194,79 e a cada cesariana feita é pago R$ 283,94 ao médico, por isso várias pessoas chegam decididas a realizar o parto natural e o mais humanizado possível mas ao longo do pré natal são desencorajadas pela equipe médica que colocam pressão e medo até a gestante inconscientemente ceder aos desejos do médico. O parto humanizado é barrado na maioria das vezes pois além de dar menos lucros para os médicos tira deles o centro do parto, colocando a mãe eo bebê como protagonistas e tomadores de decisões, por isso o mais importante para esses profissionais é manter a gestante desinformada, demonizar o parto humanizado e render a paciente as vontades deles, o que ocasiona várias violências obstétricas com tomadas de decisões que além de não levar em consideração o consentimento da gestante não respeita o processo natural de um parto. Eles fazem cortes e aplicam medicamentos desnecessários para tornar a dilatação mais rápida, marcam cesarianas para bebês prematuros, tudo em nome de se manter no centro das atenções no momento do parto e garantir seu lucro maior. O nascimento do bebe é um processo fisiológico e ele junto a pessoa do corpo que o gera, sabem o momento certo de nascer. Nesses casos a equipe médica devia sim sempre acompanhar mas intervir cirurgicamente apenas em casos de risco para a grávida ou para o recém nascido. E é exatamente ao contrário do que acontece. Portanto é urgente que o Governo Federal junto aos órgãos que cuidam da saúde pública e privada no Brasil desfaçam essa cultura de faturamento dos partos e a reconstruam focando no importante que é o bem estar físico e psicológico da gestante e do bebe, antes, durante e depois do parto. Sempre priorizando o que a pessoa grávida quer, colocando ela no centro das atenções. O médico deve ser um intermediador, alinhando os desejos e consentimentos da gestante e os processos necessários para a manter a saúde dela e do recém nascido.