Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 03/07/2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), humanizar o parto consiste em adotar uma série de medidas que promovam o parto e o nascimento de forma saudável, respeitando o processo natural. No entanto, no Brasil, há desafios no que tange a viabilização efetiva desse processo, sendo os principais: a falta de informação acessível e a falta de capacitação dos profissionais da saúde.
Mormente, é nítida a falta de informação sobre o assunto. Conforme dados da Revista Exame, cerca de um terço da população brasileira não possui acesso à informação. Nesse sentido, é cabível que a procura por procedimento humanizado seja baixa, haja vista que não há uma efetiva divulgação do processo e de seus benefícios. Isso pode ser ratificado pelos dados da OMS, que confirmam que mais de 50% dos partos anuais ocorridos no Brasil são cirúrgicos, sendo que a porcentagem adequada deveria ser 15%. Logo, tal elevação é gerada pela falta de conhecimento das técnicas por parte da gestante e de seus familiares.
Outrossim, é notória a falta de capacitação dos profissionais da saúde. Segundo pesquisas realizadas pelo núcleo de Enfermagem da Universidade Federal do Pará (UFPA), cerca de 45% dos profissionais da saúde não possuem o conhecimento adequado para a aplicação das técnicas e procedimentos de um parto humanizado, haja vista que não há ofertas de cursos capacitantes de forma mais acessível no que tange o horário ou os locais. Dessa forma, profissionais que têm uma rotina de trabalho elevada ou que moram em locais distantes dos centros urbanos sofrem com a falta de capacitação.
Destarte, é necessário promover o parto humanizado no Brasil. Portanto, é imprescindível que o Governo crie campanhas que promovam a divulgação dos benefícios de um parto humanizado - principalmente em áreas periféricas, isto é, em áreas que geralmente possuem menor acesso à informação- com a finalidade de tornar mais amplo o conhecimento sobre o assunto. Além disso, é necessário que o Governo execute, de maneira gratuita, capacitações semestrais para profissionais da saúde, sobretudo em áreas longíquas, com a finalidade de alcançar todos os profissionais e contribuir para a ampliação da procura de tal procedimento. Dessa maneira, ter-se-á uma valorização da prática e uma oferta capacitada para as gestantes em questão.