Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 10/07/2021
No livro de Gênesis no antigo testamento, bíblia sagrada é citado: sede fecundos multiplicai-vos e enchei à terra. A concepção de um filho é considerado pela maioria das mulheres, uma das fases da vida mais especiais e esperadas no meio feminino. A ansiedade em conhecer o rosto do bebê, o cheiro, as características torna-se um momento único e inexplicável, cada mulher com sua história. Nota-se que através dos relatos surgem questionamentos e incertezas em relação ao parto, será cesária ou normal, considerando atualmente como humanizado um dos mais desejados, porém, um dos mais temidos por muitos pacientes.
O trabalho de parto natural possui um tempo maior para ser desencadeado, por meio disso, a violência obstetra se tornado um dos questionamentos levantados durante a gravidez, que através de relatos se tornou um dos fatores principais que contribuíram para o aumento de partos cesarianos.
A episiotomia, incisão feita no períneo, região entre o ânus e a vagina trazendo desconforto para o paciente, agressões verbais e violências físicas na hora do parto gerado por profissionais de saúde, levanta revolta e insatisfação pelo público feminino, conhecida com violência obstetra. Embora, o pareça natural traga benefícios considerados para ambas as partes, como o favorecimento do vínculo materno, menor tempo na recuperação da mãe, baixo índice de infecção, diminuição do nascimento antes da hora e outros fatores como o fortalecimento da flora intestinal do bebê são importantes serem evidenciados para as mães nessa fase.
Mediante ao exposto, o conselho federal de medicina em setembro de 2019, emitiu notas que asseguram mães a denunciarem violências, onde os profissionais que acometerem tais agressões obrigam seus conselhos regionais de medicina ou enfermagem punidos. Torna-se necessária, a divulgação dessas informações através de compartilhamentos através das redes sociais e jornais e evidenciar os benefícios do parto natural, melhor opção quando não houver fatores de riscos gestacionais.