Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 22/07/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que o parto humanizado seja um método importante na saúde do filho e da mãe, todavia existem obstáculos a serem superados, uma vez que a preferência pela cesariana confere a ausência de debate sobre o assunto. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de informação acerca da importância do parto humanizado, bem como o silenciamento diante da naturalização do parto acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, para definir o mundo globalizado, afirma que as relações socias tendem a ser menos douradoras e frequentes. Nesse sentido, percebe-se a dificuldade em garantir o conhecimento de todas as pessoas, uma vez que o individualismo é priorizado. Em consonância à realidade, as mães carecem de informação sobre a importância do parto natural, sendo um processo que se preocupa com a segurança, bem estar e tranquilidade do paciente, sem que haja cortes ou procedimentos invasivos que agride a mulher. Porém, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 55% dos partos realizados no Brasil são cesarianas. Por isso, cabe ao Governo tomar medidas que mude esse cenário e garanta o conhecimento de todos.
Sob um segundo enfoque, para o teórico Hans Jonas, o homem deve se preocupar com os efeitos coletivos das suas ações e não apenas em consequências individuais. De acordo com a realidade, sabe-se que a maior parte dos médicos não mencionam sobre o parto humanizado, favorecendo a técnica da cesariana, sendo ela rápida, simples e lucrativa. No entanto, os prejuízos podem ser maiores, já que a parição natural reduz a mortalidade materna e neonatal, segundo o site “BBC News Brasil”. Desse modo, é preciso que a mudança do percurso ocorra, para que a empatia seja preservada.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Ética, sendo administrados por enfermeiros obstetras, para que os hospitais públicos tenham um profissional que explique ao paciente sobre os tipos de parto, a fim de promover o conhecimento, sem omitir as vantagens e desvantagens de cada um. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor