Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 07/10/2021
Segundo a filosofia aristotélica, nada se reduz ao ato senão por algo anterior já em ato. Nesse contexto, observa-se que na conjuntura brasileira contemporânea, não há muita iniciativa para a mudança em relação aos desafios para promover o parto humanizado no Brasil, dificultando, assim, uma possível solução para tal problema e colocando em foco a falta de zelo dos médicos obstetras e a alta demanda por um parto de cesárea.
Em primeiro plano, evidencia-se que muitos médicos obstetras tratam o parto como algo sem muita importância. Como estão acostumados com o ambiente hospitalar, acabam levando aquilo como rotina. Porém, devemos pensar que muitas grávidas ainda não passaram por essa experiência e é importante para a mãe e o bebê viver um parto calmo e tranquilo.
Ademais, outra problemática é o grande número de mulheres que optam pela cesárea. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde evidencia que em 2011, 53,7% das mulheres optaram por cesárea. Por conseguinte, as cesáreas trazem diversas consequências, como hemorragia e problemas respiratórios para bebê.
Torna-se evidente, como na filosofia aristotélica, que para que algo mude ela já precisa estar acontecendo, ou seja, em ato. Cabe ao governo em parceria com o MS (Ministério da Saúde) garantir a boa formação de futuros médicos obstetras promovendo palestras nas universidades sobre a importância do cuidado na hora do parto. Devem também informar as gestantes, por meio dos médicos e nas consultas do pré-natal, as consequências de uma futura cesárea e aumentar as escolhas das gestantes por um parto normal e tranquilo.