Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Na série “Grey’s Anatomy”, de produção da gravadora ABC, retrata um dos seus diversos episódios, um parto cesária de uma paciente que não teve todo o apoio e responsabilidade médica, e que de forma trágica não consegue segurar seu filho nos braços. Fora das telas e no contexto brasileiro, muitas mulheres, infelizmente, passam pela situação da personagem, pelo fato do parto humanizado, que proporciona muito mais segurança e conforto para as gestantes, possui muitos desafios na conjuntura brasileira. Nesse contexto, é perceptível que o pato humanístico apresenta desafios sérios como, o próprio medo da gestante e uma negligência governamental.

Primordialmente, vale ressaltar, de início, que o medo constante das grávidas é um fator que deve ser levado em conta no impasse do desafio do parto humanizado no Brasil. Neste viés, os dados do Fiocruz retratam que uma em cada quatro mulheres já sofreu violência obstétrica. Na perspectiva desses dados, é notório que muitas mulheres não optam pelo parto humanizado pelo fato de quererem preservar sua dignidade, seu corpo , e para evitar também problemas psicológicos como a depressão pós-parto. Em decorrência desse fato, acabam optando pelo parto cesariano. Portanto, visando uma qualidade de vida, um momento digno e mais especial possível é necessário combater o que faz as mulheres brasileiras terem medo do parto humanizado, o medo da violência obstétrica.

Nota-se, outrossim, que a negligência por parte do Estado acaba moldando alicerces para tal conjuntura. Sobre isso, Abraham Lincoln, importante personagem da política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não contrário. Nesse sentido, percebemos que há uma falha na política brasileira, no que tange as melhores condições possíveis às mulheres que optam pelo parto humanizado. Desta forma, é perceptível que quando nos referimos a falta de infraestrutura, médicos eficazes, ausência de funcionários com plena qualidade como doulas, o governo brasileiro falha drasticamente. Apesar de possuir um sistema público de saúde e a Constituição Federal garante uma integridade física a todos os cidadãos.

Em suma, o Ministério da Saúde deve implantar no Sistema Único de Saúde (SUS) um programa chamado “quando uma mulher dá à luz todas dão”, por meio do projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Para tal, o projeto deve possuir uma rede de apoio ao parto humanizado com disponibilidade gratuita de equipe de obstetrícia, doulas e psicólogos. Além do mais, deve ocorrer um grupo de apoio às mulheres que sofreram violência obstétrica, como também a criação de um canal de denúncia para as mulheres denunciarem os abusos sofridos. Com a realização de medidas efetivas, os impasses para a efetivação do parto humanizado no Brasil serão vencidos.