Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 18/11/2021
“Que a única dor da maternidade se restrinja a do parto.”. Após uma reflexão dessa fala de Eduardo de Paula Barreto, escritor brasileiro, é possível notar que essa deveria ser a ideologia do governo e dos médicos brasileiros, contudo, não é o que se observa no “dia a dia” da população, visto que existe uma clara falta de disponibilização de partos humanizados nos postos de saúde e essa situação deve-se a eles. Ademais é preciso salientar as mazelas advindas da problemática, os sérios risco de saúde para a mãe e o bebê. Sendo assim, medidas que mudem esse quadro são necessárias.
Em primeiro plano, evidencia-se o descaso do governo para a promoção de partos humanizados no Brasil, já que de acordo com os dados divulgados pela editora Abril, no SUS, o parto cesário é feito em 56% dos nascimentos, enquanto na saúde suplementar supera a inacreditável marca de 80%. Isso decorre da falta de orientação, que deveria ser fornecida pelo estado, para as grávidas dos reais quadros em que precisariam-se de cesárias e a falha na divulgação do que realmente seria o parto humanizado. Além disso, existe uma forte mentalidade capitalista em muitos médicos no Brasil, os quais enxergam o paciente como uma grande fonte de renda, logo, a cesária seria a forma preferida por eles, a mais lucrativa. Portanto, é necessário que haja a desbanalização do parto humanizado para a população brasileira.
Outrossim, é imperativo pontuar que as principais consequências da problemática são as possíveis sequelas na saúde da mãe e do bebê. Pois, os partos cesários são cirúrgias, logo, como vários outros tipos desses procedimentos, existem sérios riscos, como por exemplo, hemorragias, nascimentos prematuros, problemas respiratórios e até o óbito. Nesse viés, os dizeres de Zenão de Cítio, filósofo grego, tornam-se pertinentes, " felicidade é o bem fluir da vida", de maneira análoga a esse pensamento, o ideal seria que o parto humanizado, o de menores riscos para a mãe e o bebê, fosse o escolhido pela maioria da sociedade, pois essa é a forma mais natural, o que permitira o bem fluir das leis da natureza. Dessa forma, percebe-se que a ocorrência da problemática oferece sérios empecilhos para a população.
Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal, o Ministério da Saúde deve buscar orientar sobre a importância do parto humanizado, por meio da divulgação em panfletos dos principais casos em que realmente seriam necessários partos cesários, além da promoção de palestras informando sobre o que é o parto humanizado e seus diversos benefícios, a fim de reduzir os números de cesárias no Brasil. Tal ação pode, ainda, incentivar que os médicos, com medo da represária de uma população mais conciente, evitem as atitudes capitalista, reduzindo a fomentaçao de cesárias.