Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 07/03/2022
No livro “Memória Póstuma “, do escritor Machado de Assis, o personagem Brás Cuba diz: " Que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. Sua declaração faz sentido no atual cenário brasileiro, pois a postura do estado frente a falta do parto humanizado revela uma sociedade perversa. Essa problemática é fruto tanto de uma negliência governamental , quanto de uma má formação educacional.
Nesse contexto, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de parto humanizado. Nesse sentido, muitas mulheres passam por procedimentos cirúrgicos colocando suas vidas em risco e de seus bebês. Essa conjuntura segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Outrossim, é fundamental apontar a má formação educacional como impulsionadora do problema no Brasil. Ademais, segundo o filósofo Imannuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesta perspectiva, as mulheres não têm informações necessárias nas escolas a respeito de como o parto normal pode ser mais benéfico para sua saúde e do seu bebê. Logo, é inadimisível que esse cenário continue a pendurar.
Em suma, medidas são necessárias com o propósito de promover o parto mais humanizado. Para isso, é papel do Ministério da saúde -órgão responsável por administrar todo sistema da saúde- promover campanhas publicitárias que encoragem as mulheres a terem o parto normal e informar os riscos dos partos cesáreos e que eles devem ser feitos só em caso de emergência, assim possibilitando o parto mais humanizado.