Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 19/08/2022
Antibióticos, vacinas, cirugias. Todos esses processos contemporâneos relacionados com a medicina surgiram para melhor a qualidade da vida humana. Entretanto, alguns métodos acabam ultrapassando questões biológicas naturais que deveriam ser mais valorizadas como o parto normal. Dessa forma, percebe-se que é fundamental, debater os desafios para promoção do parto humanizado no Brasil que perpassa por questões monetárias e pensamentos limitantes.
Primeiramente, em uma sociedade capitalista como a atual, o lucro permeia todas as esferas, inclusive, no momento do nascimento. Nesse sentindo, as cezáreas são preferencialmente escollhidas pelos médicos que insistem nas recomendações para as pacientes, visto que eles recebem maior salário tanto de consultas públicas quanto de particulares. Essa valorização excessiva do dinheiro, segundo Karl Marx, promove a reificação, ou seja, seres humanos são transformados em mercadoria. Dessa forma, um momento tão especial entre a mãe e o bebê por meio de um processo biológico e natural é depreciado e substituído por um mecânico mais rápido e caro.
Ademais, existe um pensamento forjado de que as cezáreas são mais seguras e com menos dor. Contudo essa noção equivocada é derivada de um fato social que segundo o sociólogo Durkheim é uma ideia exterior, genérica e coercitiva que pressiona as pessoas em suas decisões por quase ser difundida como um consenso entre a sociedade. Assim, infelizmente, foi disseminado por muito tempo a ideia dos benefícios da cezárea em detrimento dos seus impactos negativos que são pouco divulgados. Logo, muitas mulheres nem optam pelo parto humanizado por desconhecer esse processo e pela pressão em escolher o método mais “fácil”.
Portanto, um momento biológico primordial, o nascimento, tornou-se mercadoria e foi deturpado por ideias conservadoras que dificulta a difusão do parto humanizado. Para reverter esse problema, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com os meios de comunicação, divulguem por meio de propagandas educativas em emissoras, redes socias e rádios para promover o parto humanizado e explicar todos os seus benefícios. Além de abrir canais de ouvidorias públicas para mulheres que se sentirem forçadas a optar por cezáreas pelos seus médicos.