Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 23/10/2022

Segundo o artigo 6° da Constituição, todos os cidadãos têm o direito de acesso à saúde e ao bem-estar social. No entanto, quando se observa o cenário atual, percebe-se os desafios para promover o parto humanizado no Brasil. Assim, cabe analisar como causa do revés a ineficiência do Estado e a escassez de informação.

Nesse quadro, é válido destacar que a ausência de atuação estatal corrobora o contratempo. Acerca disso, Thomas Hobbes, filósofo inglês, afirma que é dever do Estado proporcionar meios que promovam o progresso de toda a coletividade. A máxima do intelectual, todavia, não se aplica à conjuntura hodierna, pois as autoridades governamentais não atuam na formulação de ações que resolveriam os desafios para promover o parto humanizado, como implementar políticas públicas em redes hospitalares para a capacitação de médicos e enfermeiros para a realização de partos mais humanizados, através de cursos preparatórios e palestras, as quais garantirá a humanização do nascimento. Logo, é necessário que a conduta do setor administrativo seja repensada.

Ademais, é possível observar que a falta de conhecimento potencializa o imbróglio. Nesse sentido, para o escritor Peter Ducke, o saber e a informação são recursos estratégicos para o desenvolvimento de uma sociedade. Entretanto, considerável parcela da população não tem acesso a informações sobre o parto humanizado. Em decorrência disso, muitas mulheres se submetem na hora do parto a excessivos procedimentos para realização do nascimento, por acharem que o parto natural possa ser doloroso e difícil e optam pela cesariana. Dessa maneira, é relevante que a naturalização do parto seja disseminada para que todos tenham a opção de estudar e pesquisar.

Portanto, é importante promover o parto humanizado no Brasil. Com vistas a isso, cabe ao Estado, responsável pela efetivação pública, não só implementar políticas públicas que promovam o acesso ao parto mais humanizado como também levar informação para as instituições de ensino e para sociedade, através de tvs, rádios e redes sociais. Tais medidas, que têm o intuito de garantir a segurança das mulheres grávidas, devem por meio de recursos dos cofres públicos. Com essas ações, espera-se ver a nação livre do impasse.