Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 09/04/2023
Como afirma a filósofa Hannah Arendt, " A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos." Nesse contexto, sabe-se que as mulheres grávidas têm o direito de escolher como querem dar à luz, porém, ainda existem desafios para promover o parto de forma mais humanizada no Brasil. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar dois pontos acerca do óbice apresentado, que são a violência obstétrica e a consequente irrelevância da mulher nesse momento tão importante para ela.
Nesse viés, primeiramente, é válido abordar que a violência obstétrica é um impasse para a realização do parto humanizado, pois cria um ambiente assustador para a paciente e a impede de desfrutar do momento idealizado. Nesse sentido, segundo o estudo " Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", sofrer algum tipo de violência obstétrica é realidade para 1 em cada 4 mulheres no Brasil. Dito isso, vê-se como a situação é agravante, mas, infelizmente, pouco repercutido. Logo, esse cenário precisa, imediatamente, ser mudado, para garantir um parto seguro e confortável para a mulher.
Nessa conjuntura, cabe analisar a questão da irrelevância que é dada para a mãe durante o parto. Sob essa ótica, o que faz um parto ser humanizado é o protagonismo da mulher, visto que é ela quem decide como quer que aconteça o seu processo para dar à luz. Contudo, percebe-se que esse direito lhe é tirado em um momento de extrema importância. Nesse sentido, Malala Yousafzai afirma que " A liberdade é o poder das mulheres." Entretanto, tal frase não pode ser aplicada às mulheres grávidas que são restringidas de usar seus direitos de mães e também de pacientes.
Portanto, é preciso combater esses desafios para promover o parto humanizado no Brasil. Para que tal feito seja realizado, é de suma importância que a mídia, como instituição de alta relevância para o país, dê espaço para que mulheres abordem sobre o assunto, proporcione campanhas e debates que gerem o engajamento e a visibilidade para o assunto. Para que, assim, ocorra menos casos de violência nesse meio e as mulheres possam viver, sem medo, o momento tão esperado.