Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 10/04/2023
O primeiro contato de todas as pessoas com o mundo é o parto, um momento ímpar a ser lembrado. E de fato, a chegada dos bebês brasileiros é memorável mas, no pior sentido da palavra. Isso se dá, pela expressiva quantidade de cesarianas orquestradas por um sistema de saúde acaba endorsando a violência obstétrica e a falta de acessibilidade ao parto normal.
A priori, é preciso entender o conceito de violência obstétrica. Esse tipo de agressão se configura de forma física (se utilizar de técnicas que ponham em risco e machuque a gestante, além de não ter comprovação científica), psicológica (coagir, pressionar) e verbal (ofender) a gestante. No documentário, “Violência obstétrica- A voz das brasileiras”, que reune relatos desses abusos, muito mais de 60% das vítimas explicitaram a preferência por parto normal e foram coagidas ou ignoradas, e foram realizadas cesarianas.Esses profissionais, desinformam e enganam suas pacientes, muitas vezes para ganhar mais dinheiro pela manutenção do procedimento ser mais caro e mais rápido, possibilitando vários em um mesmo dia.
Levando em consideração os fatos supracitados.É visto em um segundo documentário “O renascimento do parto”, disponível na Netflix, o quão caro é realizar partos humanizados em instutições particulares e reiterado ns primeira fonte citada, que um procedimento pode chegar a até 10 000. Mães de periferia, que dependem de hospitais públicos ficam a mercer, muitas vezes, de profissionais anti-éticos que não respeitam suas posições, e é completamente inviável pagar muito mais que três salários mínimos pela conduta.
Em síntese, a violência obstetrica somada a falta de acessibilidade financeira configuram desafios para execução de partos humanizados. Sendo assim, é imperativo criar comissões que fiscalizem ativamente os médicos e tornem obrigatórios a execução de planos de parto, onde a gestante deixe claro o tipo de conduta que quer ter para esse procedimento. Isso deve ser realizado pelo Ministério da Saúde, representado por Nísia Trindade, com fito de garantir a toda pessoa gestante o respeito que merece e sobretudo facilitar o acesso a humnização do parto das brasileiras.