Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 14/04/2023

Na trilogia de documentários da Netflix chamados “Renascimento do parto normal”, um grupo de mães e profissionais da saúde debatem e exibem os problemas enfrentados pelas mães nos sistemas públicos e privados de saúde. Assim, mostra-se relevante pensar nos desafios para promover o parto humanizado no Brasil, uma vez que a falta de conhecimento dos direitos das gestantes e a falta de empatia e ética dos profissionais da saúde configuram os maiores problemas desse pernicioso cenário.

De início, é notório destacar que grande parte das gestantes não sabem os direitos que possuem durante o parto normal, além de não realizarem um documento vital antes do parto, o plano de parto, que é um acordo legal entre a gestante e seu médico sobre possíveis procedimentos e acompanhantes durante a hora do parto. Prova disso recai sobre o estigma e medo do parto normal, que muitas vezes é recorrido à cesárea de última hora, sem a necessidade médica.

Ademais, cabe ressaltar a falta de ética e empatia de muitos profissionais da saúde, que recorrem a cesáreas desnecessárias por procedências como tempo, dinheiro, ou falta de explicação do parto normal e humanizado para a gestante. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou hoje no aumento do temor e relutância com o parto normal.

Com o objetivo de minimizar os desafios do parto normal humanizado, é dever do Ministério da Saúde e de seus profissionais, receberem treinamentos sobre como abordar o plano de parto, documento fundamental para proteção da gestante, para não resultar em uma violação ética ou física do corpo da mulher, e esclarecerem para as gestantes e familiares, seus direitos ao longo de toda e pós-gestação, e desenganar os receios e mitos gerados ao longo dos anos sobre o parto normal humanizado.