Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 29/08/2023

Segundo a teoria “Corpo Dócil”, do filósofo Michael Foucoult, o ser humano pode ser submetido, utilizado, transformado e aperfeiçoado aos gostos dos mecanismos de poder. Na prática, a falta de informação acessível sobre os benefícios aos envolvidos faz parte dos desafios para promover o parto humanizado no Brasil. Logo, o Estado e a família devem desenvolver formas para combater esse delicado cenário.

Nesse contexto, é válido analisar, em primeiro lugar, a ausência de medidas governamentais para disseminar o nascimento natural como ideal na sociedade verde e amarela. Diante disso, segundo a filósofa Hannah Arendt, a humanidade pode realizar ações inimagináveis, do ponto de vista da destruição e da morte, sem qualquer motivação maligna. Portanto, devido aos constantes casos de corrupção na área da saúde, esse setor sofre árduas consequências, já que a cesariana se torna uma alternativa mais barata para o Estado, muitas vezes apresentado como forma benéfica para mãe e o bebê.

Além disso, é fundamental apontar a falta de suporte familiar como impecilho para o aumento de partos normais no território brasileiro. Sendo assim, Adorno e Horkheimer, filósofos, dizem que há uma indústria cultural reponsável pela formação da consciência coletiva massificada. No contexto de tal exposto, se observa uma narrativa passada de geração em geração, que desencoraja as mães principalmente pelo medo da dor e da imprevisibilidade do processo.

Desse modo, os desafios para promover o parto humanizado no Brasil devem ser combatidos. Para isso, o Estado - na condição de garantidor dos direitos individuais - deve incentivar as mães a escolherem um nascimento mais digno para seus filhos, por meio do aumento da verba destinada a hospitais especializados, e proporcionando palestras com psicólogos atuantes na área familiar, para mostrar a importância dela na diminuição das mortes maternas e dos recém nascidos. Com a finalidade de negar a autonomia da indústria cultural sobre a sociedade brasileira, tal como afima os filósofos Adorno e Horkheimer.