Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 24/06/2018
Desde a Antiguidade, prevalecia a ideia prevista de superioridade masculina, em que a mulher era reduzida à condição muito próxima de objeto, principalmente, sexual. Essa ideologia ainda prevalece na sociedade brasileira do século XXI, favorecendo o aumento do assédio sexual no Brasil. Perante a isso, esse panorama suscita dois dilemas: impactos negativos sofridos pela vítima e a falta de responsabilidade por parte dos pais em não acompanhar a vida social dos seus filhos.
Percebe-se que o assédio sexual cresce bastante na nação brasileira e, especificamente, no trabalho. Esse problema pode ser apresentado por diversas maneiras e umas delas é por intimidação em que ocorre solicitações sexuais, verbais ou físicas para que o assediado ceda o seu corpo para a vontade do opressor. Automaticamente, as vítimas que passam por essa cena tendem a passar por irritabilidade, ansiedade e vergonha. Outra forma de assédio se dá por chantagem,a qual tende a forçar a vítima a aceitar a prática de atos de índoles sexuais sob pena de perder o emprego. Caso o assediado passe por essa situação, pode vir a apresentar problemas psicológicos e ginecológicos, podendo inclusive praticar o suicídio. Por isso, o Código Penal, através do artigo 216, pune por 2 anos de detenção quem pratica o assédio sexual.
Além disso, outro fator relevante é a reduzida responsabilidade dos pais frente ao problema. Segundo o especialista Amaral Dutra: " os pais precisam estar mais atentos e próximos dos seus filhos", ação essa que não tem sido demonstrada nos dias atuais pelos responsáveis da criança, já que a maioria deles não se preocupam mais em conversar com suas proles, e nem sequer acompanham comportamentos que possam ser característicos de estado de abuso. Os pais, em vez de criar uma relação íntima com seus filhos, optam em não dialogar sobre assuntos que envolvam assédio sexual.
Nessa perspectiva, portanto, devem ser criadas medidas paliativas para o combate ao assédio sexual no Brasil. Para atenuar o problema, é preciso que o Estado, em parceria com o poder Judiciário, crie programas que promovam a punição aos assediadores sexuais, por meio de ações que garantam a reeducação e aprendizado ao culpado, além de aplicar campanhas de abrangência nacional junto às emissoras e às redes sociais, que divulguem a situação das vítimas do assédio e as motivem a fazer as denúncias, incentivando o senso de coletividade. Vale ressaltar a importância dos pais em conversar constantemente com os seus filhos, no intuito de criar um grau de intimidade com eles, a fim de diminuir as probabilidades de casos de assédio sexual.