Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 21/06/2018

Em qualquer lugar

Atualmente, no mundo, se fala em casos de assédio sexual como um tipo de violência contra a mulher, por ser o sexo frágil da sociedade. Com isso, se faz necessário explicar o que é o assédio sexual e o que é considerado como o mesmo. Assédio sexual é o nome que se dá a atos praticados contra qualquer pessoa, de forma insistente, que causa desconforto por serem de cunho sexual. Se considera como assédio sexual toques, gestos, contar piadas obscenas, insultos, convidar pessoas para sair repetitivamente, molestar, atacar, abraçar, beijar, ou seja, tudo aquilo que incomode o próximo. O fato, pode ocorrer em qualquer lugar, seja em casa, no trabalho, na rua, na loja, no restaurante, na construção, no funeral, depois da morte, durante a vida, não importa, pois é realmente em qualquer lugar.

Infelizmente, o assédio sexual, é algo cultural, afinal, quem nunca ouviu a expressão “Cantada de pedreiro”, os casos que acontecem por trás das telas de cinema/televisão desde sempre, a famosa “esbarrada” no ônibus em movimento, entre tantos outros que se ouve falar. E por ser algo “cultural”, sem forma, sem padrão, o desafio para reduzir os casos se torna mais complexo, pois é preciso mudar a cultura das pessoas que praticam o assédio sexual em relação ao outro que é mais “frágil”, menos “durão”, com menos “voz”.

Desse modo, o Código Penal, em um dos seus artigos, trás como pena a detenção de até dois anos para aqueles que constrangerem alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual. Mas, mesmo com punições para o determinado ato, ainda assim, se encontram assédios cometidos em todas as 24 horas que compõe o dia, por 365 dias por ano, com exceção aos anos bissextos, cujo aumentaria um dia na conta. Restando aos que sofreram o assédio, se recorrerem ao posto policial para efetuarem o Boletim de Ocorrência, e não se calando, pois o medo faz com que achem que os que sofrem são “menos” e não “mais”.