Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 20/06/2018
Segundo o instituto Datafolha, 5 em cada 10 adolescentes e jovens já sofreram assédio sexual no Brasil, esses casos são registrados em locais públicos, universidades e até no trabalho. Na atualidade, o número de campanhas contra assédio sexual só aumenta, no entanto, os casos não diminuem. Essa problemática é recorrente devido a vários fatores, dentre eles, a pouca credibilidade das autoridades responsáveis para com as denúncias feitas pelas vítimas, assim como, poucas campanhas de conscientização sobre o dever do homem de respeitar as mulheres.
Nesse sentido, em 2006 entrou em vigor a Lei Maria da Penha, na qual visa entre outras coisas, punir a violência contra a mulher, seja ela física ou verbal. Sendo assim, apesar de ter um impacto positivo na sociedade, os casos de assédio e violência contra pessoas do sexo feminino só aumenta, pois as mesmas não têm a garantia de uma segurança pessoal. Isso ocorre pois, as autoridades de segurança pública não têm compromisso de punir os denunciados, o que pode-se comprovar através dos dados do jornal G1, no qual somente cerca de 15% dos acusados de estupro foram punidos entre janeiro e junho de 2017. Com isso, os índices de assédio sexual só aumenta, tanto em transportes e locais públicos, quanto na faculdade, trabalho e também em casa.
Paralelo a isso, atualmente a maioria das campanhas contra o assédio sexual são direcionadas às próprias vítimas. Ademais, a própria cultura brasileira ensina como a mulher deve se portar diante do sexo oposto, em como deve evitar lugares inapropriados e certos tipos de roupas, mas nunca em como os homens devem tratar as mulheres. Nesse viés, vivemos numa sociedade patriarcal e machista que inferioriza o sexo feminino, como submisso e frágil, com isso, ao invés de educar os homens, colocam medo nas mulheres. Dessa forma, elas sempre vão temer e se sentiram frágeis, enquanto eles irão colocar-se em um status superior, no qual tem o direito de assediar e violentar.
Portanto, a fim de minimizar tal situação, é mister que a Justiça Federal atrelado à Secretaria de Segurança Pública seja mais rígida tanto na credibilidade das denúncias quanto na punição dos acusados, com o aumento da pena de assédio sexual e de outras violências nesse âmbito. Assim, tais atos serviram de exemplos para os agressores e as vítimas se certificaram da atenção devida e justa à sua integridade física e moral. Outrossim, é necessário que o Ministério da educação crie campanhas conscientizadoras direcionadas aos jovens de sexo masculino, por meio de panfletos e debates em grupo, que ensinem desde cedo a importância de respeitar as mulheres, assim como, a divulgação de tal campanha nas redes sociais para melhor alcance na sociedade. Dessarte, amenizar o índice de assédios e educar os jovens sobre a importância do respeito à integridade física e moral da mulher.