Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 23/06/2018
Em meados da década de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas, foi promulgada a Constituição brasileira de 1934 que, dentre outras coisas, concedia às mulheres o direito de voto. Nesse momento, teve-se a impressão de que esse grupo seria mais respeitado no país e consequentemente os índices de violência contra mulheres seriam reduzidos no território brasileiro. Entretanto, passados cerca de 90 anos, a população feminina ainda é vítima de vários tipos de agressões como o assédio e isso representa um grave problema da sociedade brasileira atual.
Nesse sentido, a impunidade apresenta-se como uma das principais causas que mantém o Brasil um país onde esse tipo de violência é frequente. Devido a escassez de ações dos poderes legislativo e judiciário para combater os assédios, os agressores não são responsabilizados por suas infrações e isso os motiva a serem reincidentes nessas agressões.
Além disso, a precariedade do sistema educacional brasileiro contribui para a manutenção da cultura do assédio no país. Entende-se que o baixo número de aulas de filosofia e sociologia nos ensinos fundamental e médio dificulta a existência de debates e aulas sobre temas como igualdade de gênero, respeito às diversidades, entre outros. Logo, como consequência da fragilidade educacional do país e falta de repertório sociocultural das pessoas ocorre aumento no número de assediadores no território nacional.
Em síntese, o alto número de assédio sexual apresenta-se como um problema que engloba a sociedade como toda. Dentre as consequências causadas por esse tipo de violência, destaca-se o crescimento do medo das mulheres em sair nas ruas, o que pode ser prejudicial no dia-a-dia educacional, profissional e social dessas pessoas. Como consequência disso, o público feminino não possui igualdade salarial com homens, mesmo número de cargos públicos, entre outros.
Portanto, conclui-se que o Brasil é um país onde os casos de assédio são frequentes e isso é maléfico à população. O Ministério da Educação deve aumentar a quantidade de aulas de filosofia e sociologia para os níveis fundamental e médio. Dessa forma, temas sociais importantes serão importantes serão discutidos nas salas de aula e isso possibilitará que as crianças tenham melhor educação e não se tornem futuros assediadores. Além disso, o legislativo brasileiro deve tornar esse tipo de violência crime inafiançável para que, assim, os agressores sejam punidos e não se tornem reincidentes. Como consequência dessas ações, os assédios serão menos frequentes no território brasileiro e isso será benéfico às pessoas.