Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 20/06/2018

A ideologia fixada por uma fração significativa de homens de que as mulheres são seus objetos sensual e doméstico, se perpetuam hodiernamente. Este pensamento de autoridade sobre uma categoria subjugada, desencadeia à prática constante da violência do assédio sexual, tornando-se um fator agravante. Diante disso, cabe discutir formas para reduzir os casos desta hostilidade.

Segundo a teoria iluminista de Augusto Comte, para que haja um bom funcionamento da sociedade os indivíduos devem se mobilizarem com o problema do outro, contraditório ao atual cenário do Brasil onde há um grande índice de mulheres que sofrem ou já sofreram abuso sexual. Esse feito resulta num transtorno psicológico e emocional para as vítimas, uma vez que, são abordadas por tal violência, principalmente, em seus ambientes de trabalho, praças e transportes públicos.

Um aspecto que ilustra esse cenário, é a negligência na fiscalização   do Estado na aplicação coerente e aprimoramento da lei vigente que pune os assediadores, desconforme de Aristóteles o qual defende a ideia que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado.

É evidenciado, portanto, que no Brasil ainda há obstáculos para garantir a solidificação de políticas que fomentem a melhoria do país. Destarte, o Estado invista em mecanismos que assegurem não só a punição dos agressores, mas também a denúncia segura de mulheres vítimas. Faz-se necessário a realização de palestras em comunidades escolares e sociais que discutam o combate ao assédio sexual e ao respeito mútuo. Dessa forma, é possível acabar com as ideologias machistas e os feitos que essas reproduzem.