Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 21/06/2018

A Família Dinossauro, desenho criado nos anos 90, relata em um dos seus episódios a situação de uma personagem que processa seu chefe por ele ter a demitido, injustamente, após recusar um pedido dele para um encontro romântico. Todavia, embora fosse um programa majoritariamente humorístico, é possível perceber críticas indiretas à sociedade da época que, infelizmente, não é muito diferente da atual. Logo, devido a continuidade da impunidade e banalização do assédio, ainda há um relativo número de desafios para que essa situação seja coibida, já que elas não só ultrapassam o ambiente profissional, mas também se propagam livremente pelas ruas, internet ou até mesmo, entre as pessoas mais próximas.

Um dos problemas impulsionadores é a persistência do machismo. Isso é bastante perceptível em algumas transmissões da Copa do Mundo de 2018, porque há uma grande quantidade de jornalistas de diferentes nacionalidades tendo que lidar com situações desrespeitosas como beijos a força ou, no caso de torcedores brasileiros viralizado recentemente, a pronunciação de palavras obscenas e depreciativas. Por causa de atitudes errôneas como essas, as quais foram proferidas diante de pessoas de todo o planeta, que reforça-se a ideia de que não há a possibilidade de equidade entre homens e mulheres. Assim, a inexistência de medidas corretivas para evitar ou alterar esse cenário, torna-se um fator auxiliador da persistência dele.

Além disso, há pouca alteração no descaso governamental, o qual prejudica a parcela feminina da população. Esse contexto está enraizado na história, tendo em vista que foi preciso uma árdua luta de movimentos feministas, iniciados na Inglaterra, para serem realizadas conquistas como permissão de voto ou de participação no mercado de trabalho, depois da maior atuação de pessoas desse sexo em fábricas, durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial. No entanto, a permanência da falta de eficácia em assegurar direitos, ocasiona em o que o filósofo John Locke denominaria de Estado falho, em razão de não ser exercida, uma de suas funções fundamentais. Desse modo, esse abandono também está atrelado ao aumento das dificuldades para encerrar tal problema.

Fica evidente, portanto, a importância de providências a serem feitas por autoridades competentes. A fim disso, é preciso que o CONAR se responsabilize pelo encaminhamento dos responsáveis, à polícia federal, que de algum modo inflijam os direitos humanos, por meio do que é circulado nas mídias, no que tange o assédio e, sejam aplicadas as respectivas penas. Soma-se a isso, a promoção de campanhas de conscientização através de propagandas televisivas sobre a necessidade de mudança em certas ações que denigram as mulheres. Com isso, aos poucos, a problemática será resolvida.