Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/06/2018

IGUALDADE ENTRE SEXOS                                         No livro de Gêneses, encontramos um conto bíblico que relata a história onde a mulher é vista como a culpada pela separação entre Deus e os homens. Podemos analisar também a Grécia Antiga, berço da democracia, onde a mulher não era vista como cidadã. Contudo, a mulher sempre foi um ser menosprezado, e com isso, sofre até hoje consequências, como o assédio sexual, causado pelo pensamento patriarcal e machista.

Ao que se refere ao passado patriarcal, a mulher era criada para ser submissa ao homem. Ser uma boa mãe, dona de casa e satisfazer aos desejos do seu marido. Isso foi criando uma cultura machista que em pleno século XXI ainda influência o pensamento de alguns homens em relação às mulheres. Nessa perspectiva, o assédio sexual é naturalizado por muitos, pois há perpetuação dessa visão de objetificação da mulher.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, apenas no estado de São Paulo, no ano de 2017, houve um aumento de cerca de 10% nos casos de assédio sexual e segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou aproximadamente 45.500 casos de estupro em 2016.  Além da  formação histórico-cultural, outro desafio para a redução do assédio sexual, é a falta de denúncias. Muitas vezes, a vítima se sente fragilizada diante do sentimento de impunidade.

Diante do impasse apresentado, é de extrema importância a implantação de uma plataforma digital, especializada em casos de assédio sexual, controlada pela Polícia Civil, na qual as denúncias sejam feitas de forma anônima, garantindo segurança à vitima. Além disso, é importante que haja uma parceria entre o MEC e as escolas, garantindo palestras com psicólogos, por exemplo, investindo na desconstrução desse pensamento patriarcal e machista, garantindo assim, que as próximas gerações não reproduzam essa deficiência socioeducacional.