Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/06/2018

Para uma discussão eficaz sobre a necessidade de reduzir os casos de assédio sexual, deve-se fazê-la a luz de dois aspectos: o contexto histórico no qual tal situação encontra-se, tendo em vista a formação machista e patriarcal da humanidade. E, ainda ao fato de muitos casos serem tidos como banais provocando, como consequência, gradativamente mais manifestações de desrespeito.

A Priore, é possível destacar que socialmente o sexo feminino foi formado com uma visão de inferioridade em relação ao masculino, fazendo com que esse seja a principal vítima de assédio sexual. Desde os primórdios, como no Brasil Colônia, as escravas eram obrigadas a manter relações conjugais com seus senhores, uma vez que essas eram tidas como propriedades. Assim sendo, tal perspectiva se perpetuou e é mantida promovendo, hodiernamente, a identificação de muitos casos, todavia, a punição é ínfima ou não ocorre.

Outrossim, o caso dos brasileiros que abusaram verbalmente de uma russa com palavras de baixo calão na copa do mundo de 2018, ofendendo a moral da cidadã, sendo protegidos com a alegação de que foi apenas uma brincadeira. No entanto, todos os dias casos como esse são registrados e arquivados com o argumento de que é banal julgar ocorrências tão pequenas. Entretanto, tal posição contribui para que a mazela social a cerca do tema torne-se cada vez maior e mais difícil de ser contornada.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. O Governo Federal deve promover nas escolas campanhas, palestras e distribuir cartilhas para que as informações a cerca do assédio sejam repassadas ainda quando crianças, assim potencias vítimas são orientadas a agir de maneira coerente quando expostas a tal situação. E, ainda que essas iniciativas tenham como principal objetivo a desconstrução histórica de superioridade entre os sexos e destacando que o respeito e a empatia são a chave para harmonia e redução de crimes como esse.