Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/06/2018
É incontrovertível, que apesar de estarmos no século XXI a mulher ainda é vista por muitos como um objeto. Nesse sentido, não obstante, mediante fatores em âmbitos históricos, socioculturais e morais, a problemática da banalização do assédio sexual se faz presente na sociedade atual - sendo assim, o assedio sexual é um ato retrógrado, de caráter destrutivo e inercial, que necessita ser combatido.
Primordialmente, é valido ressaltar que a maioria das mulheres já foram vítimas de assedio sexual. Nesse contexto, é impossível não associarmos os números alarmantes de casos à objetificação da mulher se tornou comum de vermos em campanhas publicitárias as quais atribuem à mulher, na maioria das vezes, um caráter exclusivamente sexual. Outro fator que deve ser levado em conta é a cultura do patriarcado, onde a mulher deve ser sustentada pelo homem e que suas únicas funções devem ser engravidar e cuidar do ambiente familiar, o que faz com que ela “não possua voz”.
Outrossim, movimentos como o #MeToo dão impulsos para que as mulheres não tenham mais medo de denúnciar e se empoderar, o movimento ganhou força após a atriz Alyssa Milano usar a “hashtag” em seu “twitter” após o produtor Harvey Weinstein ter sido denunciado por várias famosas, como Angelina Jolie e Cara Delevigne. Porém, apesar de movimentos como este estarem ganhando força ainda existe um número imensurável de casos que estão sendo silenciados .
Casos de violência contra a mulher, não tem data, ocasião nem lugar, vários casos que estão acontecendo na “Copa da Rússia” vem ganhado repercussão nas mídias um deles é uma série vídeos onde homens estão se aproveitando do desconhecimento das mulheres sobre a língua falada e falam ou até mesmo as fazem falar coisas obscenas, outro caso que ganhou repercussão é o da jornalista da “Globo”, Júlia Guimarães, estava se preparando para entrar ao vivo quando um homem aparece e tentar beija-la sem seu consentimento.
De modo exposto, percebe-se que o assédio sexual carece a ser solucionado e tem bases antigas, mas que podem ser superadas. É de suma importâncias que os meios midiáticos explorem através de novelas e propagandas demonstrem a importância da mulher se empoderar e fazer as denúncias, sendo vinculadas em rede nacional com subsídio estatal. Também é mister que haja direcionamento escolar, por meio do MEC, ao aprendizado sobre a igualdade dos sexos, a fim de evitar ignorâncias contraproducentes. Ademais, “hashtags” como a “MeToo” devem ser incentivadas nas redes sociais, como “Facebook”, “Twitter” e “Instagram”. Dessas e de outras maneiras iremos contra a derrota que, segundo Sartre, é o que a violência é de qualquer maneira que se manifeste.