Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 21/06/2018
Desde as primeiras civilizações, a mulher esteve sempre subordinada aos homens, surgindo a partir dessa configuração uma sociedade patriarcal e machista presente ainda no mundo contemporâneo. E uma das principais consequências dessa cultura reflete nos inúmeros casos de assédio sexual sofridos diariamente por mulheres de todo mundo. Apesar das lutas da classe feminina desde o século passado, os desafios para mudar essa situação ainda são grandes, principalmente, devido à naturalização e banalização que esse tipo de crime assume na sociedade atual.
Em primeiro lugar, a própria sociedade coloca a mulher como uma forma de objeto e submissa aos homens. Em propagandas passadas publicamente nas mídias, principalmente aquelas voltadas para o público masculino, a mulher sempre aparece como uma recompensa pelo uso ou a compra daquele produto. É como se a figura feminina fosse um brinde e, consequentemente, um objeto, o qual o homem pode usar da forma como quiser. Dessa forma, o assédio sexual acaba sendo visto como algo natural, devido ao fato dessa cultura machista estar enraizada no pensamento das pessoas, que não enxerga esse tipo de mensagem como uma incitação à coisificação da mulher e um acesso livre ao assédio sexual.
Além disso, um outro desafio também é incentivar as mulheres a denunciarem esse tipo de crime. A maioria acaba sofrendo o assédio caladas devido ao medo que seus agressores as impõem; em certos casos, elas não acreditam que haverá respaldo da justiça, ou nas poucas vezes que decidem denunciar acabam sendo culpadas pelos assédios sofridos, responsabilizadas pelos seus comportamentos ou vestimentas, que instigam o sexo masculino. Ou seja, os desafios se encontram no próprio pensamento da sociedade, muitas mulheres não vê um assovio ou um toque como assédio e por isso não fazem nada para mudar essa situação que se propaga cada vez mais na sociedade.
Portanto, os desafios para a redução do assédio sexual são diversos e presente em todo mundo, e para a redução desses casos é necessário acabar com a cultura machista e patriarcal presente nas sociedades contemporâneas. Para isso, cabe as escolas introduzir uma cultura e educação igualitária entre os alunos e alunas, pois é o lugar onde as crianças começam a interagir socialmente, assim os meninos precisam enxergar as meninas como seres humanos iguais a eles. Logo, os professores podem promover atividades para trabalhar o respeito mútuo e penalizar aqueles que durante o processo escolar desrespeitar, de alguma forma, as mulheres. O governo deve também proibir as propagandas que transmitem a ideia de que a mulher é um objeto sexual disponível ao público masculino, para que dessa forma as mulheres possam ser livres e viver sem qualquer tipo de medo.