Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 21/06/2018
Casos de desrespeito às mulheres, tais como assédio e estupro existem há anos em meio à sociedade. Durante o Brasil Colônia, muitas escravas eram estupradas por seus senhores sem nenhuma punição aos seus agressores. Tal fato ilustra a objetificação histórica da mulher, desenvolvendo um paradigma sobre o sexo feminino que, infelizmente, ecoa até a contemporaneidade no Brasil e no mundo.
Nesse contexto, pode-se dizer que, os dias são atuais, porém, a forma de pensar de uma parcela da população masculina ainda vê a mulher como sexo frágil ou inferior, da mesma forma que a sociedade do passado pensava. Esse pensamento é o estopim para dar início a cenas de assédio contra mulheres e até mesmo para o estupro. Além disso, outro fator que pode levar a um iminente assédio é a ausência de uma punição adequada aos indivíduos.
Ademais, em janeiro de 2018 nos EUA, um médico de ginastas americanas foi condenado a mais de 60 anos de prisão após a denúncia de abusos sexuais à 156 mulheres, de acordo com o jornal online “BBC News”. Podendo levar à constatação de que o assédio contra mulheres não existe somente na rua, mas também no trabalho, na escola e até mesmo dentro de casa.
É notório, portanto, a objetificação do corpo feminino em meio à sociedade, não só no Brasil mas também no mundo. Dessa forma, faz-se necessário a desconstrução desse paradigma por meio de leis mais rígidas criadas pelo Poder Legislativo, afim de punir devidamente quem pratica assédio ou estupro, acabando com a impunidade que esses indivíduos têm e que os encorajam a praticar tais atos. Além disso, o Governo Federal deve investir na ampliação de programas de apoio às vítimas de abusos sexuais, tais como apoio psicológico, podendo assim evitar um possível trauma do qual um estupro pode gerar.