Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 22/06/2018

Durante épocas da literatura brasileira, a figura da mulher foi sempre idealizada como uma ser perfeita, comportada e pura. Entretanto, essa visão restringi aspectos da vida social feminina e, portanto, a reduz na sua própria imagem. Logo, por esse motivos, sendo utópicos, retomam conceitos sobre a sua inferioridade moral. Consequentemente, quando tais características não são seguidas, algumas mulheres são excluídas ou agredidas pelo livre exercício da sua autonomia concedida por lei.

A primeira amostra da democratização de direitos das mulheres de cunho cívico foi concedida durante o governo de Getúlio Vargas em 1932. Contudo, os apelos do Sufrágio feminino do início do século foram e ainda são estagnados pelos pensamentos preconceituosos de políticas oriundas da sociedade patriarcalista desde a colonização do Brasil.

Por conseguinte, ações que denigrem o estado físico, moral ou psicológico da mulher são naturalizados pela cultura do povo. Desse modo, comumente denominado de Cultura do Estupro, ocorrências como assédios, cantadas e comentários desrespeitosos em espaços públicos, por exemplo, como nos transportes ou ambientes de trabalho constroem uma “irrelevância” em suas denúncias nas delegacias.

Não somente as acusações que, às vezes, não são levadas à sério, mas também alguns municípios brasileiros ausentam de órgãos especializados contra esse tipo de violência. Logo, já que o feminicídio se revela em vários âmbitos da sociedade, como no ambiente doméstico, milhares de esposas, namoradas e afins são vítimas que não possuem assistência adequada.

Portanto, é evidente a necessidade  de uma relação benéfica ente a sociedade e o Ministério da Justiça e Cidadania. Dessa maneira, é essencial a implementação de de uma Secretaria Especial de Políticas para Mulheres em todas as cidades do país. Além disso, palestras educacionais em escolas que visem o respeito e o reconhecimento dos direitos alheios. Também como a criação de órgãos onlines de fiscalização e de denúncia de agentes públicos que ignoram tais casos de abuso.