Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 21/06/2018

A cada hora 503 mulheres no Brasil sofrem de assédio sexual, seja no transporte público na sua superlotação, ambiente de trabalho, em casa, na rua, etc. Sua imagem é caracterizada como objeto sexual e já foi hostilizada até pela ex presidente Dilma Rousself, com adesivos no carro de pernas abertas na parte da gasolina, fazendo alusão a atos obscenos.

A lei de assédio sexual 10.224 de maio de 2001 busca punir todo aquele que tenta constranger, obter vantagem ou favorecimento sexual prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Existe também a lei Maria da Penha, que busca proteger as mulheres contra agressões. Porém, ainda que exista a punição contra quem a pratica, quando as mulheres denunciam nos órgãos competentes, não recebem o tratamento adequado, como por exemplo homens quando atendem não possuem sensibilidade para o atendimento, falta de preparo, etc.

Dados mostram que mulheres que possuem um grau de estudo mais elevado são as que mais sofrem assédio. Com isso artigos jornalísticos, como Folha de São Paulo, apresentam um estudo, visto que muitas delas sentem os seus empregos ameaçados por viverem em um mundo onde os níveis de cargos mais altos são ocupados predominantemente por homens, pondo em risco sua a permanência na empresa após a denúncia.

Como forma de solucionar e amenizar os números desses crimes, deve-se ser implantado nas empresas privadas, órgãos públicos, ONGs palestras com materiais disponibilizadas pelo governo para conscientizar. Também passar o monitoramento de aplicativo de denúncia de assédio à polícia para uma melhor apuração para que as vítimas não sintam seus cargos ameaçados com uma denúncia, dando uma maior anônimidade. Também dar maior visibilidade aos movimentos “HerforShe”, “MeToo”, meu corpo minhas regras que buscam levantar debates sobre o verdadeiro papel da mulher.