Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 22/06/2018
“O homem é o que a Educação faz dele”. Essa célebre frase de Kant denota a importância de uma boa base educacional no que diz respeito ao desenvolvimento social de uma nação. Logo, casos de assédio sexual tem íntimas ligações com a Educação falha, sob o qual perpetuam situações constrangedoras à muitas pessoas que sofrem com esse tipo de humilhação.
Nesse sentido, o assédio leva a vítima a sentir-se objetificada e inferior, o que não abala apenas aspectos físicos, mas psicológicos, no qual levam para a vida traumas e acabam sofrendo sozinhas e caladas, dessa forma, tais traumas interferirão em suas relações sociais e até amorosas. Freud dizia que o ser humano é uma tábula rasa e no decorrer da vida, tudo que absorvem, seja por observação ou ensino escolar, acabam por praticá-las, o que só reforça como práticas machistas se não combatidas com boa Educação, só aumentam casos de assédio.
Pensando nisso, outros fatores que influenciam no aumento dos casos de assédio em muitas cidades são a pouca iluminação nas vias públicas, matos invadindo praças e canteiros e ainda a ausência de transporte 24 horas, isso deixa as vítimas mais vulneráveis a ataques, o que amedronta a população de forma a fazer a vítima se sentir culpada por estar no local errado e hora errada. Então, a negligência das prefeituras municipais também contribuem para o aumento de casos de assédio, quadro que precisa mudar urgentemente.
Portanto, é preciso que as prefeituras municipais cuidem de suas cidades providenciando ruas bem iluminadas e também transportes 24 horas a fim de proporcionar a população espaços onde as possibilidades de ataques sejam menores. Junto à isso, é preciso que o Ministério da Educação insira no currículo escolar formas de ensino na qual estimulem as crianças o sentimento de igualdade, empoderando as meninas e extinguindo posturas machistas, através de brincadeiras igualitárias e estímulos por parte dos professores, desde cedo. Aliado à isso, ONGs podem promover eventos em áreas periféricas, afim de levar a consciência para as pessoas que sofrem assédio e não denunciam, o que gerará mais denúncias e punições. Assim, formar-se-á nações onde Kant pudesse se orgulhar.