Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/06/2018

Tempos passados a mulher era considerada como um ser “inferior” aos olhos do homem, não havia direito ao voto para elas, logo, não faziam parte de uma sociedade justa e tampouco igualitária. Tardiamente à força feminina foi ganhando destaque, surgiram novas leis entre elas podemos citar a Lei Maria da Penha, diz respeito a justiça ativa da mulher no meio social, entretanto, sabemos que existe outro aspecto que deixam as mulheres em estado vulnerável como, por exemplo, o assédio sexual, este consiste em ofender, perseguir e afetar o gênero feminino.

Segundo dados do Ipea nos últimos nove anos aconteceram mais de 17 mil feminicídios no país, esse cenário problemático interfere na qualidade de vida feminina. A  isso soma-se a insegurança e o medo de serem independentes em ambientes públicos, principalmente meninas jovens na qual sofrem constantemente olhares perturbadores. Aproximadamente 85% das mulheres brasileiras sofrem e/ou sofreram toques no seu corpo sem consentimento das mesmas, seja lugares de  trabalhos ou em vias públicas.

O assédio sexual prejudica a vítima tanto no seu bem estar quanto no  psicológico, sentindo-se culpada de tal situação, já o agressor muitas vezes pode ficar impune perante seu ato criminoso. Contudo, denúncias possuem índices baixos, pois mulheres se sentem desconfortáveis e constrangidas. Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”, ou seja, enquanto alguns homens se comportarem como machistas no meio social haverá “guerra”.

Fica evidente, portanto, a necessidade de haver orientações de seus responsáveis  para que haja compreensão da parte da população de terem consciência de tal ato, assim sendo o início na infância para aprendizagem da educação e no modo de ter uma postura como cidadão.