Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 22/06/2018
A vítima não é culpada
A questão do assédio sexual tem sido mais discutida nos últimos anos. Os casos se tornaram de maior conhecimento público, gerando assim revoltas e busca pela justiça e equidade. A objetificação da mulher é algo que vem de muitas décadas e está enraizado na vida de muitas famílias que não evoluíram seu pensamento e ainda dizem que a culpa é da mulher.
O ato de culpar a vítima pelo ocorrido faz com que esta recue e não denuncie a agressão e por vezes acaba realmente acreditando que teve culpa em tal violência. A falta da denúncia prejudica na redução de casos de assédio, pois o agressor não se sente intimidado uma vez que existem grandes chances de não ser feita uma denúncia, e se for feita ainda é colocado em dúvida se realmente ocorreu ou não.
O longa metragem francês ‘‘Eu não sou um homem fácil’’, coloca um homem que assediava as mulheres em um mundo paralelo, onde ele é assediado, possui cargo e salário mais baixos e é menosprezado pelas mulheres. Isso é o que falta na realidade, a pessoa ser capaz de se colocar no lugar da vítima e entender que não é algo natural ou que esta estava provocando para que sofresse tal violência.
A cultura do assédio está enraizada na sociedade mas não significa que não exista maneira de diminui-lo. O movimento feminista busca pela equidade entre homens e mulheres e também funciona como apoio e proteção a vítimas que sofreram algum tipo de agressão. O governo precisa dar mais incentivo e apoio as ONG’s que lutam para isso, e também ser mais rigoroso na fiscalização das propagandas veiculadas que objetificam a mulher, iniciando o processo de desculturalização do assédio sexual.