Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 23/06/2018
ASSÉDIO SEXUAL: UM ATRASO PARA TODOS OS GENEROS
Ao longo da historia foi desenvolvido avanços tecnológicos cada vez mais sofisticados que proporcionam facilidades enormes para a vida contemporânea, como celulares, carros e até a maquina de lavar roupas. Entretanto, mesmo com essas invenções complexas ainda esbarramos em conceitos arcaicos que dificultam reconhecer situações de assédio.
Culturalmente, homens foram colocados numa posição de superioridade em relação as mulheres, seja na esfera física ou intelectual, com diversos estudos científicos e interpretações religiosas que deram base a essa condição. Do outro lado, as mulheres eram estimuladas a servi-los, aceitando, almejando e disputando sua atenção, sendo o casamento o seu ápice de sucesso. Dessa forma, deveria ser considerado algo bom quando homens abordam pessoas do sexo feminino e cometem assédio, porém o contrário acontece, em que no mínimo a situação gera desconforto, sensação de indefesa e culpa.
Apesar de atualmente ser considerado crime, muitos não sabem identificar que foram assediadores, entendendo a situação como um simples flerte ou paquera, isso reflete na falta de diálogo que há sobre o assunto, além da culpabilização da vitima, usando artifícios como vestimenta e horários para validar um comportamento abusivo, indícios de uma cultura machista enraizada em nossa sociedade.
Sendo assim, é necessário com certa urgência a educação sexual nas escolas, de forma séria e adaptada, para que desde cedo se possa diferenciar esses conceitos básicos e aprenderem a falar quando algo os incomoda. A mídia, como formadora de opinião poderia regular com mais força as propagandas sexistas que legitimam o assedio sexual. O Estado deveria capacitar profissionais da forma mais humanizada possível em situações de denúncia, oferecendo um melhor apoio e informação para a vitima, criando assim uma sociedade mais equiparada.