Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 22/06/2018

É evidente a problemática do assédio sexual e seus inúmeros casos Brasil afora. Esse cenário tem suas raízes no processo de formação da sociedade brasileira patriarcalista, resultado disso é a diminuição da mulher e exaltação da figura masculina. Soma-se a isso a mídia e a banalização social.

Desse modo, é perceptível que o uso da mulher como objeto de desejo sexual pela mídia alicerça o pensamento machista de dominação e poder. Panorama esse que decorre de o fato da figura feminina sexualmente apelativa ser rentável para a mídia, dado o lucro das cervejarias, por exemplo, com propagandas desse cunho em horário nobre da TV. Resultado desse processo é a “normose social” que continua a propagar os valores arcaicos de dominação e assédio à mulher.

Além disso, a banalização da sociedade mascara essa cruel realidade na qual muitas mulheres são submetidas hodiernamente. Exemplo prático desse cenário é a regularidade com que piadinhas machistas acontecem nos almoços de domingo, cantadas são soltas em seus locais de trabalho e assédios tornam-se comuns nos metrôs das grandes cidades. Como consequência disso, as mulheres tornam-se desencorajadas ao procurarem ajuda ou denunciar casos de assédio, tendo em vista a forma banal com que a população enxerga tal quadro.

Assim sendo, é importante ressaltar que a problemática dos casos de assédio sexual no Brasil advém da ideologia patriarcal arraigada na sociedade. Para solucionar tal problema é preciso que o Estado, na figura da federação, crie um Programa Nacional de Valorização e Respeito à Mulher com atuação de seus ministérios e secretarias. Por meio do Programa, deveria criar campanhas publicitárias que combatam a objetificação feminina e suas vertentes, além disso, encorajar as mulheres a denunciarem assédios e abusos sofridos por meio de disque-denúncias já existentes.