Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 27/06/2018

Segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, “O homem nasce livre, e em todo lugar é posto a ferro.” Este pensamento se relaciona com a problemática do assédio sexual, visto que existem leis que asseguram a segurança da mulher, como a Lei Maria da Penha, entretanto, na prática essa lei não é tão eficaz, já que 85% da mulheres, de acordo com a pesquisa feita pela campanha “Chega de Fiu Fiu”, alegam alguma vez terem sido tocadas sem consentimento. Sendo assim, fica evidente que o bem-estar feminino tem sido, há anos, comprometido por atitudes machistas e opressoras.

Primordialmente, é necessário compreender que o assédio é qualquer ato inconveniente e persistente em relação a alguém. É caracterizado, no caso da mulher, por piadas, comentários e até toques indevidos, geralmente em espaços públicos. Esse costume é algo bárbaro, e que para muitos é banal, porém essa postura pode levar, e leva, a morte inúmeras mulheres todos os anos em função do negligenciamento por parte de uma parcela da sociedade que ainda pensa que a mulher é subordinada ao homem.

Em segunda análise, deve-se entender que este comportante é decorrente, entre outras razões, de um machismo que está intrínseco no contexto social advindo de séculos de uma sociedade fortemente patriarcal, além da participação da mulher em questões como a politica ter sido irrelevante ou quase inexistente até o inicio dos anos de 1990. Com isso, fica evidente o fato de que essa prática horrenda deve acabar, principalmente por estar presente no âmbito social há muito tempo.

Destarte, confere-se que o Governo Federal deveria, com ajuda dos governos municipais e estaduais, aumentar a pena para quem comete esse tipo de crime. Ademais, seria interessante criar mais formas de denunciar os assediadores, através do incentivos as instituições privadas que ajudem as vítimas que sofrem com qualquer tipo de trauma. Dessa forma, as mulheres iriam se sentir mais seguras e mais respeitadas.