Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

Um Resquício de Sociedade Primitiva

Foi durante o período que corresponde ao século XX e XXI que tivemos o período de maior conquista de direitos por parte das mulheres. Os movimentos feministas, que respeitosa e pacificamente, reivindicaram maior autonomia e participação política feminina, triunfaram gloriosamente e colocaram a mulher num patamar de igualdade nunca antes visto na história da humanidade. Porém, mesmo com toda a conquista, ainda sobraram resquícios de uma sociedade primitiva e ultrapassada. Muitos homens ainda acham que podem, indevidamente, tirar proveito da natural fragilidade feminina e praticar assédio sexual.

As agressões podem ocorrem tanto no meio laboral, com o agressor tirando proveito de sua posição hierárquica, como na rua, tirando proveito da intimidação imposta. O assédio sexual pode causar constrangimento e insegurança à mulher e se persistindo a um longo prazo, pode levar ao desenvolvimento de doenças psicossomáticas. Tal prática condenável de violência sexual deve ser punido com rigor, visto os problemas psicológicos que pode trazer à vitima.

É bem comum, em muitos casos, a própria sociedade julgar a vítima de modo vago e errôneo, colocando a culpa em seu vestuário pelo assédio sofrido ao invés de culpar o agressor, que por sua vez sai impune e com ‘‘autoridade’’ para agredir sexualmente outras mulheres. Todo esse ciclo vicioso cria ainda mais barreiras e dificulta para que haja de fato um combate à essa forma de agressão.

Portanto, assim como se faz necessário uma revisão na legislação, tendo em vista punir rigorosamente o agressor e evitando assim que novos casos venham a ocorrer, também é importante um trabalho em conjunto de pais e educadores com finalidade de levar o respeito à cabeça de nossas crianças. Todo este trabalho educacional tem em vista o longo prazo e traz importantes benefícios à sociedade como um todo.