Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 23/06/2018
Durante a Idade Média, o “jus primae nuctis”, que significa “direito a primeira noite”, marcou de forma veemente por ser uma prática comum entre os senhores feudais com as esposas recém-casadas dos seus servos. Desde a antiguidade, tais mulheres eram obrigadas a terem sua primeira relação sexual com o dono das terras local. Apesar do avanço da humanidade em diversos pontos na contemporaneidade, essa situação ainda perdura de forma similar e mulheres diversas são submetidas a atos de abuso sexual. Dessa maneira, torna-se imperativo analisar os casos de assédio sexual via redes sociais e os transtornos psicológicos reflexo de tal ação.
No que concerne às redes sociais, é inquestionável que o avanço tecnológico proporciona maior facilidade de comunicação entre os indivíduos. Tais meios de interação social promovem uma relação global entre as pessoas e possibilitam a exposição de opiniões diversas. No entanto, é corriqueiro a postagem de comentários de caráter sexual não aceitáveis que desenvolvem na vítima sentimentos de constrangimento e ofensa. Durante a Copa do Mundo 2018, foi exposto um vídeo que mostra 7 brasileiros ao assediar verbalmente uma estrangeira e tal gravação possui repercussão mundial e provoca mobilização de apoio à vítima.
Outro ponto que merece destaque refere-se aos transtornos psicológicos. A violência de cunho sexual provoca na vítima consequências permanentes e em casos mais graves pode levá-la ao suicídio. Tal fator é explícito na obra “O Cortiço” de Aluízio Azevedo ao retratar os abusos sexuais sofridos por Pombinha pela sua madrinha que leva a mesma a ter relações sexuais de forma precoce que a marca de forma maléfica.
É mister, portanto, que algo seja feito para resolver esse impasse. Assim, é papel do Poder Público aumentar as fiscalizações via internet com o fito de identificar o mais rápido casos de assédio virtual. Além disso, é indubitável que as ONG’s engajadas no seu papel cidadão promova projetos sociais a fim de orientar e auxiliar pessoas que já sofreram algum abuso sexual. Dessa forma, com essas e outras ações, o quadro reverte-se-á e vidas serão ajudadas.