Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

Segundo uma pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza, 86% da mulheres brasileiras entrevistadas já foram assediadas em público. Diante desse dado alarmante, pode-se inferir, lamentavelmente, o quanto o assédio ainda mostra-se encruado na sociedade, a qual possui um grande problema cultural de objetificação da mulher e órgãos que são ineficientes para punir e informar, observando-se que a problemática deve ser minimizada.

A partir dessa perspectiva, nota-se no cotidiano de diversas mulheres uma cultura ultrapassada de inferiorização e materialização da mesmas, as quais devido esse problema encontram-se mais à mercê de sofrer assédio sexual. Ao longo da história, percebe-se que a mulher ficou limitada a ações como o cuidado da casa e a dedicação aos filhos e ao marido, dessa forma ao entrar no mercado de trabalho e ser mais reconhecida perante a população ainda estava e está relacionada a imagem de subordinada ao homem e de sexo mais frágil, o que infelizmente faz com muitos indivíduos do sexo masculino pensem que podem ameaçá-las ou insultá-las para servirem desejos sexuais. Esses costumes de superioridade dos homens e objetificação feminina devem ser enfrentados, pois constrangem e perturbam diversas mulheres e uma vez que todos são iguais e merecem respeito.

Outrossim, deve-se atentar à ineficácia do Legislativo e do Judiciário em punir os indivíduos que assediam. Compreende-se diante da comunidade brasileira que não há uma separação de lei que regulamente somente o assédio sexual e moral, o que diminui a eficácia da punição dada ao infrator. Um exemplo disso foi o caso de um homem que ejaculou em uma mulher no ônibus e foi liberado após o juiz concluir que o caso foi de importuno a alguém em local público de modo ofensivo ao pudor. Casos como esse estreitam o grau de adversidade do assédio e inviabilizam que a ocorrência seja amenizada, além de haver a falta de fornecimento de campanhas informativas para esclarecer a vítima a quem e como recorrer para efetuar a denúncia.

Deve-se, portanto, constatar que o número de casos de assédio sexual é muito alto, assim é necessário  que escolas de ensino primário e fundamental, através de professores com conhecimentos em história e sociologia, enfatizem o respeito ao próximo e a igualdade de gênero, com apresentações de trabalhos e de profissionais de todos os tipos de áreas de atuação, sem distinção de gênero, além disso é preciso que o Legislativo crie leis direcionadas para o assédio em específico juntamente com punições adequadas, além de cartazes informacionais, por intermédio de publicitários, mais recorrentes e mais esclarecedoras, para que assim a problemática possa ser sufocada e par que possa haver maior igualdade e respeito entre os sexos.