Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 23/06/2018

Na atualidade, de acordo com a campanha “chega de fiu fiu”, 85% das mulheres brasileiras já sofreram assédio sexual. Esse número mostra a realidade na qual a mulher está inserida. Sendo assim, é necessário analisar como a cultura patriarcalista do país e a omissão do crime pelas vítimas interferem na problemática.

Primeiramente, destaca-se como o machismo influencia no assédio sexual. De acordo com Pierre Bourdieu, a sociedade tende a incorporar as estruturas antigas da mesma. A partir dessa afirmativa, nota-se que antigamente o homem era o centro familiar e esse aspecto foi enraizado na contemporaneidade. Embora as mulheres tenham alcançado direitos que mudaram essas estruturas, como o sufrágio em 1932,  muitas pessoas ainda acreditam na antiga e desmoralizam a figura feminina, alegando que ela é inferior.

Em segundo lugar, observa-se o medo das mulheres em denunciar seus agressores. Isso se dá pela falta de apoio das instituições públicas às vítimas, visto que muitas não possuem preparo para receber os casos de violência; pelo medo de vingança ou porque acham que o agressor não será condenado. Por consequência disso, omitem o crime e os indivíduos infratores ficam impunes e livres para cometerem mais assédios, prejudicando a vida de mais mulheres.

Logo, é necessário analisar a problemática acima. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve adicionar a matéria de ética na grade curricular, com o intuito de ensinar crianças e jovens sobre o respeito a mulher, através de palestras, vídeos e dinâmicas. Ademais, a Delegacia da Mulher, junto a mídia, deve criar propagandas, a fim de explicar e estimular as vítimas a denunciarem os agressores sem medo, por meio da televisão, outdoors e panfletos. Com isso, a longo prazo, é possível ter um Brasil com menor, ou até sem incidência de assédio sexual.