Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 27/06/2018
Segundo o sociólogo Durkheim, o fato social é a maneira geral de agir e pensar. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a cultura do assédio encaixa-se na teoria do sociólogo. Com isso, surge uma problemática que persiste ligada à realidade do país, seja por uma continuidade de uma mentalidade, seja pelos casos que ocorrem.
Primordialmente, ao avaliar a cultura do assédio por um prisma histórico, nota-se que fenômenos decorrentes da formação nacional brasileira ainda perpetuam. De acordo com Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Sob tal ótica, é indubitável que os inúmeros casos de assédio, presentes hodiernamente, possuem uma ligação com o passado, haja vista a cultura machista que foi difundida desde o Brasil colônia do século XVI. Desse modo, criou-se ao longo da história, pensamentos deturpados de inferiorização da figura feminina em relação à figura masculina.
Ademais, é imprescindível destacar os inúmeros casos de assédio e como as tecnologias tornaram-se uma ferramenta que combate esse mal. Atualmente, é comum as mulheres nos vários âmbitos sociais receberem cantadas, puxadas de cabelo e contatos físicos sexuais indesejáveis, o que exemplifica atos assediantes. Nesse sentido, como meio de combater tais atos, campanhas como “Mexeu com uma, mexeu com todas” e “Chega de fiu, fiu” percorrem em redes sociais com o intuito de denunciar esse impasse.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário diluir essa cultura de assédio. Dessa forma, a Escola deve promover a formação de cidadãos que respeitem os direitos das mulheres e quebre com a visão machista, por meio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando ampliar o conhecimento da sociedade sobre essa temática. Concomitantemente, cabe também a mídia com proatividade deliberar e incentivar campanhas contra o assédio, por intermédio de propagandas que banalize esse ato.