Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 23/06/2018
Desde a antiguidade a mulher tem sido tratada pela sociedade como um objeto, com seus direitos cerceados pela cultura patriarcal. Assim, diversas mulheres ainda sofrem com os resquícios dessa cultura, principalmente pelos abusos mentais e físicos sofridos por elas, os quais muitas vezes elas tem de suportar para não perder o emprego ou prejudicar a sua vida. À vista disso, infere-se que tal problemática é inerente à ineficiência do Estado em informar as mulheres e à falta de reeducação social.
Destarte, consoante o economista Ludwig Von Mises, o Estado distenso falha no cumprimento das suas obrigações básicas para com a sociedade. Desse modo, a ineficácia dessa gestão gera problemas no gerenciamento das leis, como a lentidão do processo jurídico, e a falta de campanhas de denúncias, as quais poucas mulheres conhecem seus direitos. Assim sendo, as mulheres, as quais sofrem assédio sexual muitas vezes optam por não denunciar e conviver com isso, por medo das consequências dessa ação e as vezes por não conhecer as leis que a protegem. Isso é refletido em dados, os quais demonstram que 42% das mulheres já sofreram assédio sexual, conforme o site Folha de São Paulo.
Nesse âmbito, segundo a antropóloga Ruth Benedict, “A cultura é a janela pela qual o homem enxerga o mundo”. Dessa forma, o crescente número de casos de assédio sexual é um reflexo da cultura patriarcal, a qual se perpetua aos dias hodiernos nos mais diversos países, como as recentes denúncias de assédio em Hollywood. Dessarte, mesmo após as diversas conquistas das mulheres com o movimento feminista ainda há uma grande lutar a travar, a qual se localiza no setor cultural na reeducação dos jovens sobre os valores e direitos das mulheres. Isto posto, as ocorrências de assédio surgem dos mais variados locais, como o caso de abuso do ator José Mayer, o qual assediou sua figurinista.
Por conseguinte, a gestão da máquina Estatal e a educação básica dos jovens, são insatisfatórias para com essa adversidade. Com isso, assiste à Câmara de Deputados, por meio de diretrizes, a criação de investimentos em campanhas que alertem as mulheres sobre seus direitos e a reformulação de processos judiciários para casos de assédio sexual, a fim de que haja uma sociedade mais cônscia sobre suas liberdades e haja uma melhor agilidade na tramitação de casos de abuso sexual. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, através de projetos educacionais, a criação trabalhos interdisciplinares entre História, Filosofia e Sociologia, os quais visem demonstrar o valor e a importância dos direitos das mulheres na sociedade, para que haja uma geração futura mais cônscia.