Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 23/06/2018

No contexto social vigente, observa-se o crescimento significativo de crimes cometidos contra a mulher, entre eles o assédio, em que consiste em um ato de coerção sexual, podendo ser físico, verbal ou psicológico, sem que haja consentimento da vítima. É notório a existência de diversos desafios para que se reduza os casos, como a visão de mulheres como objetos sexuais e a insegurança e dificuldades para denunciar.

Na idade média, havia o “direito da primeira noite” em que atribuía permissão aos senhores feudais, de após o casamento de seus súditos, passarem a primeira noite com a esposa dos mesmos. De acordo com uma atual pesquisa nacional do Datafolha cerca de 42% das brasileiras já foram vítimas de assédio. Desse modo, é nítido que os homens acreditem até os dias que correm, que possuam liberdade sobre o corpo feminino, o que está entre os fatores que prejudicam a redução dessa estatística.

É preciso, porém, reconhecer que mesmo com uma lei que proíba tal ato e com a criação de telefone para denúncias e delegacias da mulher, os processos costumam ser longos e em muitas situações o culpado não recebe punição, fazendo com que muitas cidadãs desistam de prestar queixas ou as retirem. Outrossim, é o assédio ainda não ser entendido por muitos como violência, sendo assim, mais difícil de vencê-lo.

Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para superar esses obstáculos, cabendo ao Governo Federal promover campanhas em meios midiáticos como jornais e redes sociais para que a sociedade entenda que o assédio é um crime e também mostrar a importância não só de delatar, como de seguir com ela. Ademais, é preciso que o sistema de educação promova palestras em escolas afim de se ensinar desde cedo, que o respeito à mulher e ao seu corpo é indispensável. E o poder legislativo,  deve criar leis mais severas para quem cometer esse delito, como penas mais longas.