Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

Bela, respeitada e do bar

A Magna Carta brasileira, de 1988, garante direito à vida, à igualdade e à liberdade. Todavia, a prática deturpa a teoria, uma vez que os casos de assédio sexual no Brasil aumentaram exponencialmente, em decorrência da falha estatal no que diz respeito à liberdade e da falta de interação e preocupação social.

Antes de tudo, é necessário constatar que vivemos em uma cultura patriarcal. Conforme Simone de Beavouir, não se nasce mulher, torna-se mulher. Dessa forma, é possível perceber que, no Brasil, o assédio sexual está atrelado à ideologia da superioridade do sexo masculino em detrimento do feminino, uma vez que o patriarcalismo subjuga a mulher pela sua vestimenta, direito de ir e vir e empoderamento. Essa caótica realidade rompe com o artigo 6 da Constituição Federal, o qual afirma ser dever da União garantir liberdade e respeito aos cidadãos.

Somado a isso, tem-se o fato de que a sociedade atual, em detrimento da nova dinâmica urbana, é alheia, muitas vezes, aos problemas que podem afetar o outro. Tal patrulha é contribuída pela desigualdade das mulheres- característica reforçada pelo “American way of life”, que vendia a imagem da mulher perfeita como dona do lar, mãe zelosa e esposa dedicada- e é notório na diferença salarial entre homens e mulheres, principalmente se estas forem negras- fato que causa constrangimento a elas, as quais sentem-se inseguras e sem ter a quem recorrer. Logo é imprescindível a atuação estatal e social para que os obstáculos sejam superados.

Diante desses impasses, é preciso que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em ampliação do acesso à informação, através de palestras ministradas por especialistas na área- como psicólogos e doutores no estudo de gênero-, com o intuito de fornecer a base para a desconstrução de discursos conservadores e retrógrados. Paralelamente, cabe à escola, com o auxílio da família, combater o sexismo ainda em seu começo, estimulando o respeito mútuo entre as crianças. Além disso, é papel da mídia- como formadora de opiniões- em parceria com ONGs, atuar em campanhas pela igualdade, criando ouvidorias online com o objetivo de facilitar as denúncias e punir os sitiantes.