Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

Um dos maiores desafios, na atualidade, é o que as mulheres enfrentam com o crescente número de casos de assédio sexual. Nesse sentido, observam-se os acontecimentos na Copa do Mundo da Rússia de 2018, em que homens brasileiros gravaram um vídeo com uma mulher, que desconhece o idioma português, com palavras de baixo pudor. Diante disso, constata-se que as mulheres ainda tem um longo caminho a percorrer para mudar a mentalidade de algumas pessoas, podendo destacar, entre outros fatores, a dificuldade dos homens em separar a paquera do assédio e a falta de respeito masculina em locais como os transportes públicos.

Em primeira análise, ressalta-se a resistência do homem em desassociar a paquera do assédio. Nessa perspectiva, nota-se que alguns homens ainda tem a infeliz ideia de achar que as mulheres gostam e aprovam seus comentários, muitas vezes ofensivos. Além disso, destaca-se a maior presença desse tipo de importunação em locais de grande aglomeração de pessoas, como por exemplo no carnaval, em blocos de rua, em que, em muitos casos, há a falta de gentileza com a mulher. Como consequência, pela ausência de respeito de algumas pessoas do sexo masculino, as mulheres deixam de frequentar certos locais, a fim de evitar passar por constrangimentos.

Ademais, outro fator de grande incomodo é  o assédio em locais como o transporte público. Assim, é notável a falta de segurança contra os assediadores, em todos os lugares possíveis, um exemplo disso é de um homem, em São Paulo, que ejaculou no pescoço de uma passageira, dentro de um ônibus. Dessa maneira, constata-se a a carência na proteção do direito de ir e vir das mulheres, sem que sofram assédios, considerados normais. Como efeito disso, em alguns casos, as mulheres são julgadas, colocadas como culpadas por estarem desacompanhadas ou por usarem roupas consideradas provocativas, sendo obrigadas a procurar outros meios para que não sofram tais incômodos.

Portanto, é de suma importância que medidas sejam tomadas para o fim do assédio sexual. Logo, é necessário que, principalmente as escolas, realizem campanhas, através de materiais preparados pelo próprios alunos, como por exemplo, cartilhas educativas, que mostre claramente a diferença entre paquera e assédio, e o mal que causam às mulheres, a fim de educar as crianças a não praticar tal ato, e à mulher a não aceitar como sendo normal. Além do mais, é imprescindível que os canais de comunicação, como TV, rádio e internet, criem propagandas que mostrem claramente que o assédio é crime e incentivem as mulheres a irem até as delegacias e fazerem um boletim de ocorrência, para que, assim, seja possível punir e reduzir ao máximo essa prática.