Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 24/06/2018
Em uma sociedade historicamente patriarcal, as mulheres são muitas vezes subjugadas e consideradas pelo senso comum “sexos frágeis”, além de terem a violência contra elas erroneamente justificada. Com raízes culturais tão profundas, o assédio sexual se perpetua no Brasil, devido tanto a sua banalização, quanto a ausência de punições mais severas.
Em primeiro lugar, há uma grande discussão na definição de assédio, na qual criminosos alegam que estão apenas elogiando as mulheres. No entanto, tal afirmação mostra-se incoerente quando o impacto causado às vítimas é analisado, segundo a pesquisa da ONG feminista, Think Olga, “81% das mulheres mudam a rotina por medo do assédio”. Assim sendo, a população em geral não pode continuar aceitando que coagir e tratar como objeto um grupo de pessoas seja normal.
Ademais, o assediador não é devidamente punido, pois, caso seja condenado será apenas multado, fato que contribui para sua reincidência. Dessa forma, mulheres não se sentem encorajadas a denunciar, culpam-se pelo ocorrido, mudando seus comportamentos e trajes, e também podem desenvolver problemas psicológicos. Infelizmente, portanto, as mais castigadas são as vítimas e não os criminosos.
Para que o assédio sexual deixe de fazer parte do cotidiano brasileiro, é necessário, portanto, que ONGs que são contra esse crime, como a Think Olga, crie um abaixo assinado exigindo ao Governo Federal mudanças na punição de assediadores, incluindo detenção e serviços comunitários. Ademais, tais ONGs deverão realizar campanhas juntamente com as instituições de ensino, alertando sobre as consequências de tal transgressão. Com essas medida, o assédio sexual deixará de ser visto como algo banal e as mulheres serão tratadas com mais respeito.