Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

“O homem é definido como ser humano e a mulher como fêmea”. A frase da filosofa Simone de Beavouir deixa clara a relação do machismo e desrespeito com o sexo feminino ainda existente na sociedade. Nesse contexto, o assédio sexual para com as mulheres configura-se como uma conjuntura herdada do patriarcalismo colonial, atrelada a visão banalizada de tal ato.

Em primeira análise, é notório que ainda persiste o assédio sexual devido ao caráter patriarcal, o qual vê a mulher como instrumento de prazer e procriação, o que faz dela uma vítima no meio social. Isso pode ser exemplificado no livro “Casa-Grande e Senzala”, do sociólogo Gilberto Freyre, tal obra apresenta a desigualdade entre homens e mulheres, além de mostrar que a miscigenação do povo brasileiro muitas vezes foi advinda dos estupros constantes em índias e negras da época. Torna-se claro, nesse sentido, que essa persistência advém da ideia de que o corpo da mulher não é dela , de que o homem é o proprietário.

Outro aspecto relevante, é a maneira banalizada com que o assédio é visto. Já que para alguns essas atitudes ofensivas são tidas como “elogios”; em outros casos a opinião é de que a mulher é a responsável por induzir os homens a assediá-la, ela é o objeto de sedução. Infelizmente, essa ideia vem se perpetuando a anos e é notada no poema “Dona Ângela” do poeta Gregório de Matos, em que ele diz: “sois anjo que me tenta e não me guarda”. Diante desse fatos, é visível a necessidade de mudanças para reduzir essas ações.

Fica claro, portanto, que a mulher não pode mais ser vista como fêmea, porém como ser humano. Dessa forma, cabe ao Poder público em parceria com ONG’S  promover e apoiar campanhas falando sobre o tema nas redes sociais por meio de foolders explicativos, a fim de que tanto homens, quanto mulheres entendam sobre o assunto. As Secretárias de Segurança de cada município deve inserir um disque denúncia para os casos de assédio e até mesmo junto as escolas inserirem palestras falando sobre o tema, por meio de exemplos e debates, para que jovens e adolescentes sejam conscientizados.