Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável, portanto, cabe a ele escolher seu modo de agir. Entretanto, nem sempre esse modo de atuar está voltado para o bem comum, o que se reflete nas inúmeras vítimas de assédio sexual no Brasil. Deste modo, é notório que perdura na sociedade contemporânea a violência sexual, principalmente em se tratando da mulher, apesar da existência de leis que as protegem. Assim, notam-se desafios na redução de casos de assédio, seja pela perpetuação do abuso sexual feminino ou pelo assedio sexual infantil. Portanto, medidas cabíveis são necessárias para resolução dos entraves.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à resolução desse problema, a cultura patriarcal machista vigente na sociedade, na qual a figura masculina é vista como superior. Tal fato, contribuí diretamente para o constante aumento no número de casos de assédio, seja no ambiente de trabalho, nas ruas, no transporte público e até mesmo no âmbito familiar, como evidencia uma pesquisa divulgada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual revelou que 52% das mulheres já sofreram assédio sexual no trabalho ou transporte público. Esse fato é alarmante, visto que fere à integridade física e psicológica das vítimas.

Além do mais, ressalta-se que as crianças também sofrem esse tipo de violação. De acordo com estudos, 25% das mulheres adultas e 10% dos homens adultos podem se lembrar de ter sido assediados sexualmente quando crianças ou adolescentes. A maior parte desses abusos ocorrem entre 8 e 12 anos de idade, e embora a maioria das crianças abusadas sexualmente sejam meninas, meninos, também, são molestados. Em muitos casos, os autores do abuso sexual são conhecidos da criança e, muitas vezes, figuras em que a criança confia, o que pode gerar repercussões psicológicas futuras, além de dificultar a denúncia.

Diante dos fatos supracitados, cabe às instituições de ensino o papel de deliberar acerca do assunto em palestras elucidativas por meio de depoimento das vítimas e debates com especialista no assunto, para que a sociedade civil, em especial os jovens, não sejam complacentes com a cultura machista difundida socialmente. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça promova penalidades aos assediadores, por meio de multas ou até mesmo prisões, a fim de que se tenha um real respeito e seguridade diante da mulher e das crianças na sociedade. Por fim, é fundamental que o individuo busque auxílio, seja por meio de consultas psicológicas ou disque denúncias, além de contatar as agências de serviços locais de proteção as mulheres e crianças, como os conselhos tutelares, juizado de menores e até a polícia. Só assim, as vítimas terão mais sensação de segurança e punidade aos agressores.