Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

Segundo o filósofo belga Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. Esse panorama auxilia na análise do assédio sexual no Brasil, visto que as relações histórias de poder ainda coagem a mulher. Nesse contexto, deve-se analisar a cultura machista junto a objetificação da mulher.

Deve-se pontuar, de início, que a herança cultural brasileira é marcada pela hierarquia de gênero na qual o homem se encontra como superior. Diante disso, no século XXI, muitas mulheres são assediadas por homens que estão em cargos superiores a elas, principalmente no ambiente laboral. Por conseguinte, muitas empregadas sofrem perseguição por seus patrões em diversos ramos do trabalho, que além de serem homens favorecidos pelo gênero também são favorecidos hierarquicamente.

Outrossim, no Brasil, o que contribui para essa cultura é a objetificação da mulher. Segundo Eleanor Roosevelt, ninguém pode fazer com que alguém se sinta inferior sem o seu consentimento. Seguindo essa lógica, a mulher não pode ser vista como apenas um objeto de prazer masculino. Assim, essa falta de consciência de alguns homens, oprime a liberdade de muitas mulheres.

Torna-se evidente, portanto, que o assédio sexual é um problema enraizado na cultura brasileira. Cabe a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, juntamente com o poder judiciário, efetivem as leis contra o crime de constrangimento ao pudor, a fim de incriminar os abusadores morais. Além disso, a escola como instituição fundamental para a formação do indivíduo, deve apresentar que as mulheres devem ser respeitadas pelos meninos. Dessa forma, o assédio será erradicado alterando o entendimento da reestruturação social brasileira, por meio da interpretação adequada. como Lévi-Strauss disse.