Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Entretanto,  tal medida legal tem sido omitida à uma parcela das mulheres brasileiras, por conta de situações de assédio sexual . Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a persistência da cultura machista e a participação familiar na formação humana da prole.

Em primeira análise, frisa-se que apenas a partir de 1827 as mulheres puderam frequentar escolas elementares no Brasil, direito outorgado anteriormente aos homens . À vista disso, corrobora-se que a história brasileira foi marcada por uma superioridade masculina, onde o sexo oposto era visto como inferior. Dessa forma, é perceptível que o machismo ainda persiste na cultura do país sendo refletido nos casos de assédio contra a figura feminina ainda minimizada.

Ademais, ressalta-se que em consonância com o historiador Coelho Neto, é na educação dos filhos que se revela as virtudes dos pais. Contudo, uma parcela significativa dos genitores praticam assédio sexual dentro de casa, por meio de gestos ou de expressões vocabulares, dirigidas as suas esposas. Desse modo, acabam incutindo nos garotos, que tem o pai como modelo e que presenciam tais cenas, a ideia errada de como tratar uma mulher.

Por conseguinte, para atenuar a cultura machista, urge as Secretarias de Educação elaborarem projetos extracurriculares, por meio de vídeos e cartilhas, que objetivem elucidar o corpo discente sobre a importância social do papel feminino. Outrossim, é imprescindível que as direções das escolas promovam palestras para orientar os país na educação dos seus filhos. Infere-se, a partir dessas medidas mitigar os desafios para reduzir o assédio sexual, formando uma sociedade consoante aos critérios dos Direitos Humanos.