Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 24/06/2018
Nota-se, que no Brasil, as mulheres têm lutado e conquistado cada vez mais espaço na sociedade. Entretanto, ainda existem pedras no caminho, entre elas, o crime de assédio, isto é, violência que se caracteriza pela insistência de determinada pessoa em se insinuar sexualmente para outra, provocando desconforto nesta última. Dessa forma, é importante mencionar como o machismo e a objetificação da mulher contribuem com esse problema.
De fato, como uma pedra no poema de Carlos Drummond, o machismo é um dos obstáculos para as mulheres, e um dos grandes aliados do assédio sexual. Isso acontece porque, numa sociedade machista, há grande dificuldade em enxergar comportamentos abusivos como atos de violência. Por exemplo, na série “Os 13 porquês”, a personagem Hannah Baker tem seu corpo apalpado por um colega de escola sem o seu consentimento, longe da ficção, muitas meninas já passaram por algo assim, seja na escola, no trabalho ou até mesmo no transporte público. Logo, conforme dados do Datafolha, 5 em cada 10 adolescentes e jovens mulheres já sofreram assédio sexual no Brasil. A consequência disso numa sociedade que não enxerga atos assim como violência, é a justificativa para tais comportamentos abusivos.
Ademais, a objetificação da mulher dificulta na diminuição dos casos de assédio. Uma vez que, vista como objeto, o opressor se acha no direito de trata-la de forma desrespeitosa e vexatória. Assim, como vídeos da copa 2018, no qual é possível ver brasileiros tratando de forma humilhante e constrangedoras mulheres de outras nacionalidades, sem que essas sejam até mesmo capaz de entender a violência que estão sofrendo. Todos os dias, mulheres brasileiras passam por momentos assim, de total constrangimento, em consequência dessa humilhação, muitas vítimas não se sentem seguras para denunciar ou mesmo não sabem que o assédio sexual é considerado crime.
Portanto, torna-se evidente que medidas devem ser tomadas. Em razão disso, é fundamental que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, inclua no seu calendário anual a “semana da igualdade e respeito”, tanto do ensino fundamental - fase de formação da personalidade do ser humano - quanto no ensino médio, dessa forma, preparando o aluno para boas condutas na sociedade. Além disso, é importante que ONGs junto as redes de televisão realizem debates e palestras educativas e informativas para a população, para reeducar sobre os dos malefícios emocionais do assédio sexual, além de orientar as vítimas no processo de denuncia desse crime. Dessa forma, é esperado que as pedras do caminho não sejam mais obstáculos e a sociedade possa se desenvolver de forma igualitária e respeitosa para todos.