Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/06/2018

“Mas ela estava usando roupas curtas”. “Mas ela gosta de receber cantadas”. Essas são algumas das frases que erroneamente legitimam atitudes machistas e desrespeitosas de muitos cidadãos brasileiro contra a mulher. Nesse contexto, fatores como educação familiar e fragilidade legal, infelizmente,ajudam na construção dessa triste realidade.

Em primeira analise, a cultura patriarcalista, típica de séculos passados, ainda existe na sociedade brasileira. Ao ensinar que homem não chora, por exemplo, o responsável incita o individuo, na mais tenra idade, a construir a ideia de valorização da suposta força masculina em detrimento ao feminino, fortalecendo a sobreposição de gêneros que em muitos casos tomam a forma de assédio à mulher ratificada pelos crescentes números de denuncias em delegacias da mulher de acordo com a polícia civil.

Além disso, quando o filósofo John Locke defendeu o conceito de propriedade privada, um dos pilares da sociedade contemporânea, o direito a privacidade do próprio corpo estava ali implícito. Dessa forma, assim como a lei é eficaz contra a invasão de uma residência, também deve ser contra o assédio sexual, evitando o aumento da ,inaceitável, estatística de 85% das mulheres brasileira já terem tido seu corpo tocado sem permissão, segundo a campanha chega de fiu-fiu.

Mostra-se imprescindível, portanto, que haja melhorias na educação familiar e nas questões legais que tangem os direitos femininos. Primeiramente, campanhas sobre valorização da mulher e efeitos negativos do assédio devem ser largamente difundidas por meio de propagandas em mídias sociais, patrocinadas pelo governo federal, a fim de ajudar na construção do indivíduo. Ademais, leis mais severas devem ser implementadas por meio do Ministério da Justiça, com o intuito de, inicialmente inibir a prática do assédio e conjuntamente expressar a gravidade desse crime. Catalizando, dessa maneira, a construção de uma sociedade mais justa e segura.